Cuiabá foi escolhida como sede de uma das reuniões do G20, o grupo que congrega as 20 maiores economias do mundo, agendada para novembro do próximo ano. A revelação foi feita pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Roberto Perosa, durante a apresentação do balanço de ações nesta terça-feira (28) na sede do Mapa. A decisão de eleger a capital de Mato Grosso como anfitriã resultou da coordenação do ministro Carlos Fávaro (PSD).
O secretário destacou a intensa interação multilateral no âmbito do G20, mencionando diversas reuniões na Índia, especialmente aquelas relacionadas à temática agrícola. "Tivemos também grande interação multilateral no âmbito do G20. Tivemos diversas reuniões na Índia, reuniões setoriais da temática agrícola. Lembrando sempre que o Brasil será sede do G20 no ano que vem, e organizaremos a parte da agricultura. Teremos 3 reuniões presenciais, em São Paulo, em Recife e em Cuiabá, além de uma reunião técnica dos cientistas que será em Brasília na Embrapa", disse.
Conforme informado pelo secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e sherpa brasileiro do G20, embaixador Maurício Lyra, o evento contará com um total de 104 reuniões distribuídas em 15 estados. A sede oficial será o Rio de Janeiro, com 74 reuniões de grupo de trabalho, sete de sherpas (da área da diplomacia) e vice-ministros de finanças, além de 22 reuniões ministeriais.
Além de Cuiabá, outras localidades, como Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Amazonas, Pará, Belo Horizonte, Salvador, Bahia, Fortaleza, Ceará, Recife, Pernambuco, Maceió, Alagoas, São Luís, Maranhão, Teresina e Piauí, também sediarão reuniões do G20.
Este fórum representa o principal espaço de cooperação econômica internacional, desempenhando um papel crucial na estrutura e governança globais em diversas questões econômicas internacionais. Atualmente, o Brasil ocupa a presidência temporária do G20, sob a liderança do presidente Lula (PT).
Fonte: O DOCUMENTO